terça-feira, 29 de março de 2016

Capítulo Reconstrução da Mama

Capítulo de Reconstrução Mamária
Livro Fundamentos em Cirurgia Plástica
Prof. Dr. Alexandre Mendonça Munhoz

Livro Prof. Dr. Alexandre Mendonça Munhoz, Fundamentos da Cirurgia Plástica. Capítulo específico de Cirurgia Plástica Estética e Reconstrutora da Mama. Reconstrução da Mama, Alexandre Mendonça Munhoz, Alexandre Munhoz, Cirurgia Oncoplástica, Reconstrução Mamária.
Livro Fundamentos da Cirurgia Plástica, publicado pela Editora Thieme, e com Editores os Prof. Alexandre Mendonça Munhoz, Rolf Gemperli e Ary de Azevedo Marques, conta com capítulo específico de Cirurgia da Mama, Estética e Reparadora. Neste capítulo, é abordado de maneira atual a reconstrução da mama nas deformidades congênitas e, sobretudo, oncológicas a qual representa um constante tópico de pesquisa e desafio à cirurgia plástica no último século. O desenvol- vimento de novos procedimentos, associado ao aprimora- mento técnico, possibilitou a reparação de várias afecções da mama com resultados satisfatórios, do ponto de vista estético e funcional.

Livro Prof. Dr. Alexandre Mendonça Munhoz, Fundamentos da Cirurgia Plástica. Capítulo específico de Cirurgia Plástica Estética e Reconstrutora da Mama. Reconstrução da Mama, Alexandre Mendonça Munhoz, Alexandre Munhoz, Cirurgia Oncoplástica, Reconstrução Mamária.
O desenvolvimento dos retalhos musculocutâneos propiciou melhores alternativas de tratamento frente aos retalhos cutâneos. Além disso, a introdução da mi- crocirurgia e a melhor compreensão da anatomia vascular cutânea acrescentaram novos subsídios técnicos ao arsenal do cirurgião plástico. A manipulação cirúrgica de estruturas de menor calibre e a transferência de tecidos à distância, por meio de anastomoses vasculares, redundaram em maior número de opções de áreas doadoras e de tecidos com melhor qualidade frente às técnicas tradicionais.
Lançamento do Livro na Editora DiLivros com Prof. Dr. Alexandre Mendonça Munhoz, Fundamentos da Cirurgia Plástica e com os Co-Editores Prof. Rolf Gemperli e Ary Marques. Capítulo específico de Cirurgia Plástica Estética e Reconstrutora da Mama. Reconstrução da Mama, Alexandre Mendonça Munhoz, Alexandre Munhoz, Cirurgia Oncoplástica, Reconstrução Mamária.
Neste capítulo, abordaremos os conceitos relacionados com a cirurgia oncológica da mama, as principais técnicas habitualmente empregadas nas reconstruções conservado- ras e radicais, bem como indicações e limitações de cada procedimento. A cirurgia conservadora da mama é representada atualmen- te pelas setorectomias e quadrantectomias. Habitualmente, é indicada em tumores pequenos (3 a 5 cm) associados com volume mamário adequado. Desta forma, pacientes com mamas de pequeno volume, sem ptose (queda), e com tumores de dimensões maiores, não são boas candidatas para este tipo de cirurgia. Nos casos de cirurgia mamária, há indicação de pesquisa seletiva do linfonodo axilar (linfonodo sentinela) e de radioterapia pós-operatória na totalidade dos protocolos de tratamento.

Livro Prof. Dr. Alexandre Mendonça Munhoz, Fundamentos da Cirurgia Plástica. Capítulo específico de Cirurgia Plástica Estética e Reconstrutora da Mama. Reconstrução da Mama, Alexandre Mendonça Munhoz, Alexandre Munhoz, Cirurgia Oncoplástica, Reconstrução Mamária.

A avaliação criteriosa do formato e posição da mama, do volume mamário remanescente e, sobretudo, da localização do tumor, constitui fator fundamental para a escolha da técnica a ser empregada. Entres os principais procedimentos habitualmente empregados na cirurgia oncoplástica atual, merecem destaque as técnicas que utilizam os tecidos próprios da glândula mamária a ser reconstruída e as técnicas que empregam tecidos a distância.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Capítulo 3. A Importância da Pós-Graduação para o Profissional da Medicina






A Importância da Pós-Graduação para o Profissional da Medicina 


Miguel Sabino Neto
Professor Livre-Docente de Cirurgia Plástica da Escola Pau- lista de Medicina; Regente da Disciplina de Cirurgia Plás- tica da Universidade Federal de São Paulo.

Lydia Massako Ferreira
Professora Titular de Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo; Coordenadora de Medicina III da CAPES. 



Introdução

    A pós-graduação surgiu tendo como uma de suas funções a de capacitar o corpo docente das instituições de ensino superior. Oferecer programas de Mestrado e Doutorado aos docentes foi um passo importante para aquele momento. Porém, a função da pós-graduação transcende esta função mais básica e busca: 

(1) formar professores competentes que possam atender à expansão quantitativa de nosso ensino superior, garantindo, ao mesmo tempo, a elevação dos atuais níveis de qualidade; 

(2) estimular o desenvolvimento da pesquisa científica por meio da preparação adequada de pesquisadores; 

(3) assegurar o treinamento eficaz de técnicos e trabalhadores intelectuais do mais alto padrão para fazer face às necessidades do desenvolvimento nacio- nal em todos os setores.



      A ideia inicial era dar, em uma primeira etapa, ênfase especial na pós-graduação para os contingentes que se dedicam à docência, particularmente para os níveis superiores, porque bons mestres formam alunos qualificados em suas respectivas profissões, abrindo caminho ao aperfeiçoamento imediato dos contingentes para os programas de ciência e tecnologia que o país estava a exigir. Além desse fluxo de recursos humanos, há um outro, neste caso, de tecnologia, um fluxo que vai dos cursos de pós-graduação para os consumidores, empresas e gover- no. É constituído dos produtos das pesquisas em ciências aplicadas.



    Há, então, duas formas pelas quais as empresas e o governo se beneficiam com o ensino de pós-graduação: atra- vés da utilização de profissionais qualificados com graus de Mestre e Doutor, e do aproveitamento das pesquisas de docentes e estudantes que permitem ao governo e às em- presas otimizar suas próprias atividades.


   A formação médica no Brasil é dividida em duas etapas bastante distintas e com intenções de estrita formação profissional. A primeira etapa é a graduação com duração de 6 anos e a segunda etapa, a residência médica ou especialização, com duração variável na dependência da especialidade ou área de atuação. Ao longo deste período, busca-se o máximo de conhecimento para exercer a car- reira de médico em sua plenitude. Findadas ou durante estas etapas, o médico pode atualizar-se através de cursos e congressos, ou, com cada vez mais frequência, através de ensino a distância e com a leitura de artigos e revistas científicas.



A maior parte dos cursos médicos não privilegia o ensino do método científico e desse modo gera uma lacuna na formação do futuro profissional. No sentido de ampliar este horizonte surgiu o Programa de Iniciação Científica que teve a adesão de diversas universidades e alunos. Este programa também poderá ter a função de encurtar o tempo de formação do pós-graduado. 


O que se pode questionar é:

1. Qual a importância da pós-graduação para os alunos da graduação?

2. O aluno de medicina em contato com a pós-graduação poderá ser um melhor profissional?

3. Os alunos de pós-graduação serão melhores profissionais








quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Capítulo 2. Iniciação Científica em Cirurgia Plástica na Graduação Médica

Iniciação Científica em Cirurgia Plástica na Graduação Médica 

Alexandre Mendonça Munhoz
Professor Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Coordenador do Grupo de Reconstrução Mamária do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; Docente Pleno do Programa de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado do Hospital Sírio-Libanês.

Rolf Gemperli
Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Regente da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da FMUSP. 


RESUMO: 

    A iniciação científica é uma modalidade de pesquisa científica desenvolvida especificamente para alunos de cursos de graduação em diversas áreas do conhecimento em ge- ral. Habitualmente, os alunos de graduação que iniciam e desenvolvem a iniciação científica não apresentam expe- riência prévia em modelos de pesquisa, desenvolvimento de hipóteses e métodos científicos de validação da pesquisa, nem apresentação e publicação dos resultados. Desta forma, é justificável o termo conferido de “iniciação” por representar o primeiro contato do aluno com modelos de pesquisa na prática.


FMUSP, Prof. Rolf Gemperli, Alexandre Mendonça Munhoz e Ary de Azevedo Marques 

      A história da iniciação científica no Brasil é relativamente recente e data do final da década de 1980, quando o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tec- nológico (CNPq), órgão federal criado em 1951, introduziu um programa de bolsas para alunos de graduação. Denominado na época de PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), este programa apresentou desde o início uma mudança no perfil de apoio financeiro para o desenvolvimento de pesquisas, visto que até então apenas pesquisadores estabelecidos e com linhas de pesquisa consagradas tinham acesso às bolsas de estudo. Atualmente, inspiradas no modelo proposto pelo CNPq, outras agências e instituições vinculadas ao estímulo à pesquisa (FAPESP, FAPERJ etc.) criaram novos sistemas de estímulo à pesquisa em seus respectivos Estados.



     Desta forma, a iniciação científica nos moldes como se apresenta atualmente constitui um projeto de estímulo e apoio recente ao jovem pesquisador e aluno da graduação. De fato, dados mais atuais e provenientes do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) demonstram que a iniciação científica está implantada em aproximadamente 78% das instituições públicas de ensino superior e 70% das particulares. Todavia, segundo alguns autores e sobretudo quando a opinião dos alunos é analisada, a alta prevalência de projetos em nosso meio não está direta- mente relacionada com a qualidade e satisfação por parte dos bolsistas. Problemas relacionados à distribuição de re- cursos financeiros e ausência de institucionalização dessa atividade são relatados como fatores limitantes.

Convite de lançamento do livro Fundamentos da Cirurgia Plástica, Editora Thieme, Editores ; Prof. Rolf Gemperli, Alexandre Mendonça Munhoz e Ary de Azevedo Marques no lançamento do Livro na Livraria Cia dos Livros - Universidade Mackenzie
     
      Em nosso meio há diversos modelos de iniciação, bem como flexibilidade no processo de iniciação. De maneira geral, o aluno de graduação vincula-se de maneira espontânea ou por meio de convite a um professor ou grupo que já apresenta uma linha de pesquisa definida. No estabele- cimento do tema ou assunto da iniciação, todo o processo da pesquisa é acompanhado por um professor orientador e coorientadores vinculados a um grupo, serviço ou laboratório de pesquisa da faculdade na qual o aluno estuda ou a algum centro de pesquisa financiador. 


FMUSP, Prof. Rolf Gemperli, Alexandre Mendonça Munhoz e Ary de Azevedo Marques 
    
      Todo o processo de início, meio e fim com as conclusões da pesquisa e divulgação destas nos meios científicos pertinentes é realizado pelo aluno e monitorado pelo orientador. Ademais, nesta fase da graduação, o estudante-pesquisador inserido no programa de iniciação científica exerce as primeiras etapas da pesquisa acadêmica, como a redação do projeto, a apresentação de resultados em eventos (habitualmente, em congressos universitários e/ou simpósios organizados por ligas acadêmicas), a sistematização de ideias, a sistematização de referenciais teóricos, a elaboração de relatórios e demais atividades que habitualmente estão relacionadas ao cotidiano do pesquisador.




     Em algumas situações há a possibilidade de financiamento do processo de iniciação científica por meio de bolsas oferecidas por agências públicas governamentais. As principais agências financiadoras de projetos de iniciação científica no Brasil (por meio da concessão de bolsas anuais de incentivo à pesquisa) são o CNPq, em nível federal, por meio do PIBIC, e as agências públicas estaduais de fomento à pesquisa, como a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Fundação de Amparo a Pesqui- sa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). 


Lançamento do livro e autógrafos do Fundamentos da Cirurgia Plástica, Editora Thieme, os Editores ; Prof. Rolf Gemperli, Alexandre Mendonça Munhoz e Ary de Azevedo Marques no lançamento do Livro na Livraria Cia dos Livros - Universidade Mackenzie
    Até 2010, somente o CNPq registrava mais de 25.500 bolsas de Iniciação Científica em todo o país, tendo a região sudeste a maior quantidade de projetos em andamento, com 45,4% do total de benefícios distribuídos. Habitualmente, estas agências concedem bolsas anuais com valores próximos a um salário mínimo mensal. Durante a pesquisa, há a neces- sidade de apresentação dos resultados preliminares, bem como ao término da bolsa a demonstração dos resultados finais. 







Capítulo 1. A Graduação Médica, a Cirurgia Plástica e as Ligas Acadêmicas


No módulo I, Graduação Médica são abordados aspectos da cirurgia plástica no ensino médico da graduação com enfoque para a grade curricular, o papel das ligas acadêmicas e aspectos relacionados `a pesquisa e iniciação científica do aluno de graduação no tocante a área de atuação da cirurgia plástica estética e reparadora.
A Graduação Médica, a Cirurgia Plástica e as Ligas Acadêmicas 

Alexandre Mendonça Munhoz
Professor Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Coordenador do Grupo de Reconstrução Mamária do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; Docente Pleno do Programa de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado do Hospital Sírio-Libanês.

Pedro Soler Coltro
Medico Assistente I de Cirurgia Plástica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; Ex-Preceptor da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Arthur Hirschfeld Danila
Médico Psiquiatra, Ex-aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Presidente da Associação dos Médicos Residentes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Rolf Gemperli
Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Regente da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da FMUSP. 


RESUMO: 

    A graduação em Medicina representa o mais importante período de formação das bases do futuro médico. Para isto é fundamental o estabelecimento de conceitos sólidos e alicerçados nas áreas básicas e especializadas com objetivo de real e amplo conhecimento da área médica e suas inter-relações por parte do aluno de graduação.
   Em nosso meio, a graduação é parte crucial do sistema de educação superior e tem como base os modelos criados na França, representando o primeiro título universitário recebido por um indivíduo em um sistema de ensino e formação profissional. Nos países de colonização portuguesa, a graduação se refere à formação superior que garante ao aluno, no término do curso, a possibilidade de exercer a profissão em que se graduou, ou de prosseguir nos estudos em níveis complementares, mais avançados, de formação e/ou subespecialização. Assim, podemos mencionar a pós-graduação neste modelo, envolvendo a especialização nos moldes lato sensu (sentido amplo) ou stricto sensu (sentido estrito), com os programas de Mestrado e Doutorado. De maneira distinta, nos países de origem inglesa, há o modelo que envolve os undergraduate studies semelhante ao modelo brasileiro. Todavia, há também, naqueles países, os chamados graduate studies (estudos de graduação), que garantem ao aluno a possibilidade de exercer determinadas profissões ou de continuar seus estudos com Mestrado ou Doutorado.

Fundamentos da Cirurgia Plástica, Editora Thieme, os Editores ; Prof. Rolf Gemperli, Alexandre Mendonça Munhoz e Ary de Azevedo Marques no lançamento do Livro na Livraria Cia dos Livros - Universidade Mackenzie
   
   Conceitualmente, o currículo da graduação é alicerçado na definição dos objetivos do ensino de graduação em Medicina, que são:
  • perceber o paciente como um ser humano biopsicos-
    social único, procurando desenvolver uma relação
    médico-paciente positiva;
  • identificar a saúde como um estado de bem-estar físico,
    psíquico e social, que depende das circunstâncias do
    ambiente;
  • atuar com destreza na promoção da saúde, na prevenção
    e no tratamento das doenças, e na reabilitação dos incapacitados.

   Desta forma, é durante a graduação que o estudante de- verá adquirir a capacidade e o hábito de obter, por iniciativa própria, a solidificação dos conhecimentos gerais e os meca- nismos que garantam o processo de educação continuada.
Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o curso de graduação foi reestruturado após a reforma curricular de 1996 e consiste atualmente em dois segmentos: o “nuclear” e o “complementar”. De modo geral na FMUSP, a carga horária total do curso é de 11 mil horas e apresenta a seguinte distribuição: o nuclear, obrigatório para todos os alunos, com 70% da carga horária total, e o complementar com 30%.



Segundo Gregório Montes, do Departamento de Patolo- gia da FMUSP, e um dos responsáveis pela implementação da pesquisa científica no currículo nuclear da graduação, a iniciativa de reformular o currículo do curso de Medicina foi uma resposta à crescente sobrecarga de informações que caracteriza o ensino da Medicina, além de favorecer a aquisição de mecanismos de autoaprendizagem que ca- pacitassem o aluno para a educação continuada depois da graduação. (continua....).