Capítulo de Reconstrução Mamária
Livro Fundamentos em Cirurgia Plástica
Prof. Dr. Alexandre Mendonça Munhoz
Livro Fundamentos da Cirurgia Plástica, publicado pela Editora Thieme, e com Editores os Prof. Alexandre Mendonça Munhoz, Rolf Gemperli e Ary de Azevedo Marques, conta com capítulo específico de Cirurgia da Mama, Estética e Reparadora. Neste capítulo, é abordado de maneira atual a reconstrução da mama nas deformidades congênitas e, sobretudo, oncológicas a qual representa um constante tópico de pesquisa e desafio à cirurgia plástica no último século. O desenvol- vimento de novos procedimentos, associado ao aprimora- mento técnico, possibilitou a reparação de várias afecções da mama com resultados satisfatórios, do ponto de vista estético e funcional.
O desenvolvimento dos retalhos musculocutâneos propiciou melhores alternativas de tratamento frente aos retalhos cutâneos. Além disso, a introdução da mi- crocirurgia e a melhor compreensão da anatomia vascular cutânea acrescentaram novos subsídios técnicos ao arsenal do cirurgião plástico. A manipulação cirúrgica de estruturas de menor calibre e a transferência de tecidos à distância, por meio de anastomoses vasculares, redundaram em maior número de opções de áreas doadoras e de tecidos com melhor qualidade frente às técnicas tradicionais.
Neste capítulo, abordaremos os conceitos relacionados com a cirurgia oncológica da mama, as principais técnicas habitualmente empregadas nas reconstruções conservado- ras e radicais, bem como indicações e limitações de cada procedimento. A cirurgia conservadora da mama é representada atualmen- te pelas setorectomias e quadrantectomias. Habitualmente, é indicada em tumores pequenos (3 a 5 cm) associados com volume mamário adequado. Desta forma, pacientes com mamas de pequeno volume, sem ptose (queda), e com tumores de dimensões maiores, não são boas candidatas para este tipo de cirurgia. Nos casos de cirurgia mamária, há indicação de pesquisa seletiva do linfonodo axilar (linfonodo sentinela) e de radioterapia pós-operatória na totalidade dos protocolos de tratamento.
A avaliação criteriosa do formato e posição da mama, do volume mamário remanescente e, sobretudo, da localização do tumor, constitui fator fundamental para a escolha da técnica a ser empregada. Entres os principais procedimentos habitualmente empregados na cirurgia oncoplástica atual, merecem destaque as técnicas que utilizam os tecidos próprios da glândula mamária a ser reconstruída e as técnicas que empregam tecidos a distância.






















