No módulo I, Graduação Médica são abordados aspectos da cirurgia plástica no ensino médico da graduação com enfoque para a grade curricular, o papel das ligas acadêmicas e aspectos relacionados `a pesquisa e iniciação científica do aluno de graduação no tocante a área de atuação da cirurgia plástica estética e reparadora.
A Graduação Médica, a Cirurgia Plástica e as Ligas Acadêmicas
Alexandre Mendonça Munhoz
Professor Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Coordenador do Grupo de Reconstrução Mamária do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; Docente Pleno do Programa de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado do Hospital Sírio-Libanês.
Pedro Soler Coltro
Medico Assistente I de Cirurgia Plástica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; Ex-Preceptor da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Médico Psiquiatra, Ex-aluno da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo; Presidente da Associação dos
Médicos Residentes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Regente
da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo (FMUSP); Chefe do Serviço de
Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da FMUSP.
Medico Assistente I de Cirurgia Plástica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; Ex-Preceptor da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Arthur Hirschfeld Danila
Rolf Gemperli
RESUMO:
A graduação em Medicina representa o mais importante
período de formação das bases do futuro médico. Para isto
é fundamental o estabelecimento de conceitos sólidos e
alicerçados nas áreas básicas e especializadas com objetivo
de real e amplo conhecimento da área médica e suas inter-relações por parte do aluno de graduação.
Em nosso meio, a graduação é parte crucial do sistema
de educação superior e tem como base os modelos criados
na França, representando o primeiro título universitário
recebido por um indivíduo em um sistema de ensino e formação profissional. Nos países de colonização portuguesa,
a graduação se refere à formação superior que garante ao
aluno, no término do curso, a possibilidade de exercer a
profissão em que se graduou, ou de prosseguir nos estudos
em níveis complementares, mais avançados, de formação
e/ou subespecialização. Assim, podemos mencionar a pós-graduação neste modelo, envolvendo a especialização nos
moldes lato sensu (sentido amplo) ou stricto sensu (sentido
estrito), com os programas de Mestrado e Doutorado. De
maneira distinta, nos países de origem inglesa, há o modelo que envolve os undergraduate studies semelhante ao
modelo brasileiro. Todavia, há também, naqueles países,
os chamados graduate studies (estudos de graduação), que
garantem ao aluno a possibilidade de exercer determinadas
profissões ou de continuar seus estudos com Mestrado ou
Doutorado.
Conceitualmente, o currículo da graduação é alicerçado na definição dos objetivos do ensino de graduação em Medicina, que são:
-
perceber o paciente como um ser humano biopsicos-
único, procurandosocial desenvolver relaçãouma médico-paciente ;positiva -
identificar a saúde como um estado de bem-estar físico,psíquico e social,
que das circunstâncias dodepende ;ambiente -
atuar com destreza na promoção da saúde, na prevençãoe no tratamento das doenças, e na reabilitação dos incapacitados.
Desta forma, é durante a graduação que o estudante de-
verá adquirir a capacidade e o hábito de obter, por iniciativa
própria, a solidificação dos conhecimentos gerais e os meca-
nismos que garantam o processo de educação continuada.
Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
(FMUSP), o curso de graduação foi reestruturado após a
reforma curricular de 1996 e consiste atualmente em dois
segmentos: o “nuclear” e o “complementar”. De modo geral
na FMUSP, a carga horária total do curso é de 11 mil horas
e apresenta a seguinte distribuição: o nuclear, obrigatório para todos os alunos, com 70% da carga horária total, e o
complementar com 30%.
Segundo Gregório Montes, do Departamento de Patolo-
gia da FMUSP, e um dos responsáveis pela implementação
da pesquisa científica no currículo nuclear da graduação, a
iniciativa de reformular o currículo do curso de Medicina
foi uma resposta à crescente sobrecarga de informações
que caracteriza o ensino da Medicina, além de favorecer
a aquisição de mecanismos de autoaprendizagem que ca-
pacitassem o aluno para a educação continuada depois da
graduação. (continua ....).





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