Iniciação Científica em Cirurgia Plástica na Graduação Médica
Alexandre Mendonça Munhoz
Professor Livre Docente pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Coordenador do Grupo de Reconstrução Mamária do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; Docente Pleno do Programa de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado do Hospital Sírio-Libanês.
Rolf Gemperli
RESUMO:
A iniciação científica é uma modalidade de pesquisa científica desenvolvida especificamente para alunos de cursos
de graduação em diversas áreas do conhecimento em ge-
ral. Habitualmente, os alunos de graduação que iniciam e
desenvolvem a iniciação científica não apresentam expe-
riência prévia em modelos de pesquisa, desenvolvimento
de hipóteses e métodos científicos de validação da pesquisa, nem apresentação e publicação dos resultados. Desta
forma, é justificável o termo conferido de “iniciação” por
representar o primeiro contato do aluno com modelos de
pesquisa na prática.
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| FMUSP, Prof. Rolf Gemperli, Alexandre Mendonça Munhoz e Ary de Azevedo Marques |
A história da iniciação científica no Brasil é relativamente recente e data do final da década de 1980, quando
o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tec-
nológico (CNPq), órgão federal criado em 1951, introduziu
um programa de bolsas para alunos de graduação. Denominado na época de PIBIC (Programa Institucional de Bolsas
de Iniciação Científica), este programa apresentou desde o
início uma mudança no perfil de apoio financeiro para o
desenvolvimento de pesquisas, visto que até então apenas
pesquisadores estabelecidos e com linhas de pesquisa consagradas tinham acesso às bolsas de estudo. Atualmente,
inspiradas no modelo proposto pelo CNPq, outras agências
e instituições vinculadas ao estímulo à pesquisa (FAPESP,
FAPERJ etc.) criaram novos sistemas de estímulo à pesquisa
em seus respectivos Estados.
Desta forma, a iniciação científica nos moldes como se apresenta atualmente constitui um projeto de estímulo e apoio recente ao jovem pesquisador e aluno da graduação. Defato, dados mais atuais e provenientes do Enade (Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes) demonstram
que a iniciação científica está implantada em aproximadamente 78% das instituições públicas de ensino superior
e 70% das particulares. Todavia, segundo alguns autores e
sobretudo quando a opinião dos alunos é analisada, a alta
prevalência de projetos em nosso meio não está direta-
mente relacionada com a qualidade e satisfação por parte
dos bolsistas. Problemas relacionados à distribuição de re-
cursos financeiros e ausência de institucionalização dessa
atividade são relatados como fatores limitantes.
Em nosso meio há diversos modelos de iniciação, bem como flexibilidade no processo de iniciação. De maneira geral, o aluno de graduação vincula-se de maneira espontânea ou por meio de convite a um professor ou grupo que já apresenta uma linha de pesquisa definida. No estabele- cimento do tema ou assunto da iniciação, todo o processo da pesquisa é acompanhado por um professor orientador e coorientadores vinculados a um grupo, serviço ou laboratório de pesquisa da faculdade na qual o aluno estuda ou a algum centro de pesquisa financiador.
Todo oprocesso de início, meio e fim com as conclusões da pesquisa e divulgação destas nos meios científicos pertinentes é rea lizado pelo aluno e monitorado pelo orientador. Ademais,
nesta fase da graduação, o estudante-pesquisador inserido
no programa de iniciação científica exerce as primeiras
etapas da pesquisa acadêmica, como a redação do projeto,
a apresentação de resultados em eventos (habitualmente,
em congressos universitários e/ou simpósios organizados
por ligas acadêmicas), a sistematização de ideias, a sistematização de referenciais teóricos, a elaboração de relatórios e
demais atividades que habitualmente estão relacionadas
ao cotidiano do pesquisador.
Desta forma, a iniciação científica nos moldes como se apresenta atualmente constitui um projeto de estímulo e apoio recente ao jovem pesquisador e aluno da graduação. De
Em nosso meio há diversos modelos de iniciação, bem como flexibilidade no processo de iniciação. De maneira geral, o aluno de graduação vincula-se de maneira espontânea ou por meio de convite a um professor ou grupo que já apresenta uma linha de pesquisa definida. No estabele- cimento do tema ou assunto da iniciação, todo o processo da pesquisa é acompanhado por um professor orientador e coorientadores vinculados a um grupo, serviço ou laboratório de pesquisa da faculdade na qual o aluno estuda ou a algum centro de pesquisa financiador.
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| FMUSP, Prof. Rolf Gemperli, Alexandre Mendonça Munhoz e Ary de Azevedo Marques |
Todo o
Em algumas situações há a possibilidade de financiamento do processo de iniciação científica por meio de
bolsas oferecidas por agências públicas governamentais. As
principais agências financiadoras de projetos de iniciação
científica no Brasil (por meio da concessão de bolsas anuais
de incentivo à pesquisa) são o CNPq, em nível federal, por
meio do PIBIC, e as agências públicas estaduais de fomento
à pesquisa, como a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Fundação de Amparo a Pesqui-
sa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).
Até 2010, somente o CNPq registrava mais de 25.500 bolsas de Iniciação Científica em todo o país, tendo a região sudeste a maior quantidade de projetos em andamento, com 45,4% do total de benefícios distribuídos. Habitualmente, estas agências concedem bolsas anuais com valores próximos a um salário mínimo mensal. Durante a pesquisa, há a neces- sidade de apresentação dos resultados preliminares, bem como ao término da bolsa a demonstração dos resultados finais.
Até 2010, somente o CNPq registrava mais de 25.500 bolsas de Iniciação Científica em todo o país, tendo a região sudeste a maior quantidade de projetos em andamento, com 45,4% do total de benefícios distribuídos. Habitualmente, estas agências concedem bolsas anuais com valores próximos a um salário mínimo mensal. Durante a pesquisa, há a neces- sidade de apresentação dos resultados preliminares, bem como ao término da bolsa a demonstração dos resultados finais.









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