A Importância da Pós-Graduação para
o Profissional da Medicina
Miguel Sabino Neto
Professor Livre-Docente de Cirurgia Plástica da Escola Pau- lista de Medicina; Regente da Disciplina de Cirurgia Plás- tica da Universidade Federal de São Paulo.
Professora Titular de Cirurgia Plástica da Universidade
Federal de São Paulo; Coordenadora de Medicina III da
CAPES.
Professor Livre-Docente de Cirurgia Plástica da Escola Pau- lista de Medicina; Regente da Disciplina de Cirurgia Plás- tica da Universidade Federal de São Paulo.
Lydia Massako Ferreira
Introdução
A pós-graduação surgiu tendo como uma de suas funções
a de capacitar o corpo docente das instituições de ensino
superior. Oferecer programas de Mestrado e Doutorado aos
docentes foi um passo importante para aquele momento.
Porém, a função da pós-graduação transcende esta função
mais básica e busca:
(1) formar professores competentes
que possam atender à expansão quantitativa de nosso ensino superior, garantindo, ao mesmo tempo, a elevação dos
atuais níveis de qualidade;
(2) estimular o desenvolvimento da pesquisa científica por meio da preparação adequada
de pesquisadores;
(3) assegurar o treinamento eficaz de
técnicos e trabalhadores intelectuais do mais alto padrão
para fazer face às necessidades do desenvolvimento nacio-
nal em todos os setores.
A ideia inicial era dar, em uma primeira etapa, ênfase especial na pós-graduação para os contingentes que se dedicam à docência, particularmente para os níveis superiores,
porque bons mestres formam alunos qualificados em suas
respectivas profissões, abrindo caminho ao aperfeiçoamento imediato dos contingentes para os programas de ciência
e tecnologia que o país estava a exigir. Além desse fluxo de recursos humanos, há um outro,
neste caso, de tecnologia, um fluxo que vai dos cursos de
pós-graduação para os consumidores, empresas e gover-
no. É constituído dos produtos das pesquisas em ciências
aplicadas.
Há, então, duas formas pelas quais as empresas e o governo se beneficiam com o ensino de pós-graduação: atra-
vés da utilização de profissionais qualificados com graus
de Mestre e Doutor, e do aproveitamento das pesquisas de
docentes e estudantes que permitem ao governo e às em-
presas otimizar suas próprias atividades.
A formação médica no Brasil é dividida em duas etapas
bastante distintas e com intenções de estrita formação
profissional. A primeira etapa é a graduação com duração
de 6 anos e a segunda etapa, a residência médica ou especialização, com duração variável na dependência da especialidade ou área de atuação. Ao longo deste período,
busca-se o máximo de conhecimento para exercer a car-
reira de médico em sua plenitude. Findadas ou durante
estas etapas, o médico pode atualizar-se através de cursos
e congressos, ou, com cada vez mais frequência, através
de ensino a distância e com a leitura de artigos e revistas
científicas.
A maior parte dos cursos médicos não privilegia o ensino do método científico e desse modo gera uma lacuna na
formação do futuro profissional. No sentido de ampliar este
horizonte surgiu o Programa de Iniciação Científica que
teve a adesão de diversas universidades e alunos. Este programa também poderá ter a função de encurtar o tempo de
formação do pós-graduado.
O que se pode questionar é:
1. Qual a importância da pós-graduação para os alunos da graduação?
2. O aluno de medicina em contato com a pós-graduação poderá ser um melhor profissional?
3. Os alunos de pós-graduação serão melhores profissionais?






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